proteção de esteiras transportadoras

Medidas de proteção de esteiras transportadoras de minério: quais as principais e como colocar em prática

A mineração é um dos carros-chefes da economia brasileira, porém, também é o setor que mais apresenta riscos de acidentes no trabalho. Para reduzir os perigos e evitar acidentes, sem afetar a produtividade da extração, é essencial contar com módulos de proteção de esteiras transportadoras de minérios.

O setor da mineração é um dos motores da economia nacional. Com o passar dos anos, as correias para transporte de minérios aumentaram a eficiência e a produtividade da atividade, pois elas perpassam dezenas de quilômetros, — atravessando áreas de proteção ambiental ou de difícil acesso —, e reduzem os custos operacionais (com caminhões, combustível, pneus etc.), sendo mais vantajosas do ponto de vista energético e ambiental, pois são menos poluentes.

Entretanto, o setor também lidera o ranking de acidentes de trabalho, além de ser o responsável pelo maior número de mortes no ambiente corporativo em todo o mundo. Quando o assunto é transporte de minérios, esses perigos podem ser seguramente controlados com uma proteção de esteiras transportadoras. 

Mas você sabe quais são os riscos e qual é a melhor maneira de realizar a prevenção de acidentes nas transportadoras de correias de minérios? Para esclarecer essas questões, conversamos com o engenheiro Rogério Marinho, da Belgo Bekaert. Acompanhe!

Quais os perigos encontrados em mineradoras?

Devido à natureza da atividade mineradora, os riscos inerentes não são poucos. Independentemente do método de lavra, se subterrâneas ou a céu aberto, as minas, — e seus trabalhadores —, estão continuamente sujeitas a diversos perigos. Entre eles, podemos destacar:

  • inundações (pela presença de água no entorno);
  • desmoronamento (pela lavra de blocos);
  • quedas de blocos (pela infiltração);
  • acidentes envolvendo equipamentos (pela falta de maquinário adequado);
  • choques e explosões (devido ao sistema elétrico inadequado);
  • quedas de degraus ou passarelas (pela precariedade das vias de acesso improvisadas);
  • acidentes resultantes da dificuldade de visualização (devido à iluminação ineficiente);
  • deslocamento inseguro (devido a obstáculos no solo e à falta de pisos regulares);
  • incêndios e explosões (decorrente dos depósitos de explosivos com má ventilação e iluminação);
  • acidentes e explosões (pela falta de sinalização);
  • acidentes decorrentes de falhas mecânicas nos sistemas de transporte;
  • explosões resultantes da formação de atmosfera inflamável;
  • inalação de poeiras e partículas minerais;
  • inalação de fumos metálicos resultantes das atividades de beneficiamentos e de soldagem;
  • radiações ionizantes na mineração de urânio para energia nuclear;
  • excesso de ruídos (gerados pelos diversos equipamentos).

É de suma importância que todos os responsáveis envolvidos em projetos de mineração tenham conhecimento sobre os riscos da atividade, bem como tenham acesso ao plano de emergência da mineradora.

Quais são as principais causas de acidentes em esteiras transportadoras de minério?

Desde que as esteiras foram implementadas na indústria de mineração, elas constituem o principal meio de transporte de minérios, saindo do local de extração e chegando até a usina de beneficiamento. Uma vez que as correias otimizam o deslocamento dos materiais, é evidente que elas são vitais para a cadeia produtiva e têm, portanto, um uso contínuo.

Os incêndios são um dos grandes problemas que envolvem as esteiras, pois elas são compostas de borracha, lona, materiais termoplásticos e tecidos sintéticos, que aquecem devido à fricção contínua. Quando expostas a fontes de calor, fagulhas ou descargas elétricas provenientes de minérios com alta condutividade elétrica, como cobre e prata, que são transportados nas correias, podem gerar combustão e causar acidentes graves.

Dessa forma, a falta de manutenção preventiva e preditiva é uma das maiores causas de acidentes em esteiras transportadoras. Entre as consequências dessa negligência podemos citar o bloqueio de polias e roletes de cargas, além da eletricidade estática acumulada na correia.

Contudo, Rogério destaca que os riscos são altos mesmo quando a manutenção é realizada periodicamente. Nesses casos, os acidentes são frequentemente causados pela inadequação ou pela falta de proteção de esteiras transportadoras.

Por exemplo, se algum funcionário identificar algum problema e quiser fazer a sua manutenção, pode colocar a mão no rolete giratório e sofrer um grave acidente com risco de morte ou perda de membros.

Além disso, a ausência de proteção nas correias também aumenta o risco de queda dos minérios transportados. Dependendo da altura que estiverem e da velocidade que atingirem, os materiais podem ser fatais para os trabalhadores que estiverem próximos da esteira.

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Quais medidas de segurança englobam as esteiras na mineração?

Dada a sua importância na indústria da mineração, as esteiras transportadoras estão expostas a condições árduas de trabalho e a intempéries, o que as deixa suscetíveis ao desgaste contínuo. Por isso, como mencionamos acima, é crucial fazer manutenções periódicas dos maquinários.

Além disso, é importante destacarmos que a atividade deve estar em conformação com as normas regulamentadoras de segurança. Para a indústria mineradora existem duas normas primordiais: a NR-22, que trata da Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração e a NR-12, que apresenta diretrizes sobre a Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos.

Rogério nos fala que as normas são claras: se o funcionário tiver acesso ao risco, ele precisa estar protegido. Quando um problema é detectado na esteira transportadora, há basicamente duas formas de proteger o trabalhador. Uma delas é parando a correia, ou seja, se o funcionário (ou qualquer objeto) ultrapassar o sensor, transgredindo a distância segura, ela para.

Contudo, a paralisação do movimento da correia de transporte não é interessante para a empresa de mineração, visto que isso interrompe o fluxo de produção e pode gerar grandes prejuízos para o negócio. Para contornar essa questão, a segunda forma de garantir a segurança da atividade é instalando uma proteção física de esteiras transportadoras.

Esse módulo de proteção de correia transportadora é uma proteção lateral, que impede que o funcionário tenha acesso ao rolete, tanto com membros superiores quanto inferiores. Ou seja, ele pode ficar até 120 mm de distância do risco, sem conseguir encostar no perigo.

Além disso, as grades de proteção também evitam que os minérios caiam das esteiras transportadoras, aumentando a segurança do entorno.

Como a Belgo Protec® pode ajudar?

A Belgo Bekaert entra nesse cenário para oferecer um produto de excelência que adéqua às normas regulamentadoras e garante a segurança dos trabalhadores na indústria da mineração. Os módulos de proteção para correias transportadoras Belgo Protec® são fabricados em aço galvanizado e revestidos em poliéster por meio de pintura eletrostática, que aumentam a resistência e a durabilidade da proteção.

Os módulos são disponibilizados com uma largura de 1500 mm e contam com uma ampla variedade de alturas, para se adequarem exatamente às diretrizes da NR-12 e às especificidades de cada projeto. Além disso, as proteções têm alta transparência — uma característica essencial para proceder à manutenção da correia.

Isso significa que o funcionário tem uma ótima visibilidade da esteira e consegue, sem retirar a proteção, identificar o local exato em que o problema está ocorrendo para, então, prosseguir com a manutenção.

Rogério comenta, ainda, que os módulos de proteção Belgo Protec® contam com um suporte de segurança para o cabo de emergência do sistema de transporte. Então, as vantagens agregadas aos módulos são:

  • malhas 100% adequadas às NR-12;
  • alta resistência mecânica e durabilidade;
  • fácil instalação por meio de sistema modular com painéis, postes e acessórios para fixação;
  • elevada transparência, que facilita a inspeção visual, a manutenção periódica da correia e a verificação da necessidade de limpeza (impedindo o acúmulo de materiais que comprometem a estrutura do equipamento);
  • o aramado permite dobras, cortes e adaptações em campo;
  • as pequenas dimensões e o baixo peso garantem a boa ergonomia, a agilidade na instalação e a facilidade na remoção, o que diminui o tempo de parada da correia.

Como você pôde perceber, os benefícios do investimento em proteção de esteiras transportadoras prevalecem sobre o seu custo, visto que a solução garante a adequação às normas e, claro, a segurança dos trabalhadores. Além disso, os módulos promovem uma economia de tempo e de recursos, pois não afetam o fluxo produtivo da mineração.

Ficou com alguma dúvida? Quer saber mais detalhes sobre os módulos de proteção Belgo Protec®? Entre em contato conosco e converse com um de nossos especialistas! Teremos prazer em atendê-lo.

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