Bioengenharia de solos como aliada da construção civil? Entenda!

bioengenharia de solos

Técnicas e tecnologias são capazes de trazer muitas melhorias para a construção civil ao longo dos anos, não é mesmo? Nesse contexto, a bioengenharia de solos surge como uma grande aliada, visto que tende a contribuir com o setor de inúmeras maneiras e em vários aspectos.

Neste conteúdo, explicaremos no que consiste essa atividade e por quais razões ela é tão importante. Acompanhe o texto e saiba mais!

No que consiste a bioengenharia de solos e por que ela é importante?

Para tratar desse assunto com a perícia que ele exige, conversamos com Paula Leão, que atua como Engenheira Civil na empresa Deflor Bioengenharia. De acordo com ela, “a bioengenharia de solos deve ser tratada como uma associação entre técnicas estruturais e técnicas agroflorestais”.

A ideia pode ser representada pelo uso conjunto de materiais rígidos (concreto, aço, prancha etc.) e materiais flexíveis, notadamente de natureza orgânica, como fibras vegetais, plantas, madeira e afins.

Sua importância se deve ao fato de o solo ser um recurso natural cujo equilíbrio é bastante instável, o que acontece em virtude da remoção da cobertura vegetal, como árvores, arbustos, plantas herbáceas — de modo geral, a vegetação o protege. A agropecuária e as ocupações urbanas geradas pelos avanços das metrópoles ajudam a explicar sua desestabilização. 

Pode não parecer, mas a perda dessa camada superficial é responsável por originar uma série de complicações, como:

  • erosões;
  • assoreamento;
  • alterações nos níveis de rios e lagos;
  • diminuição de estabilidade nas encostas etc.

A bioengenharia de solos surge como um conjunto de tecnologias que reúne princípios ecológicos, técnicos e econômicos, a fim de garantir:

  • diminuição do potencial de erosão;
  • controle do fluxo de sedimentos a locais inapropriados;
  • contribuição na estabilização;
  • rapidez na construção;
  • redução de custos.

De maneira ampla, ela contempla a implementação de obras a partir de critérios ecológicos e custos relativamente reduzidos para recuperar, proteger e estabilizar cortes, aterros, encostas, curso d’água, entre outras situações.

Segundo uma pesquisa publicada na Revista Brasileira de Ciências Ambientais, as técnicas da bioengenharia também são aplicáveis na recuperação de áreas mineradas. As autoras do trabalho argumentam que essa utilização específica vem crescendo ao longo dos últimos anos, porque há um desgaste excessivo da biodiversidade nesses espaços.

Como a bioengenharia de solos pode ajudar a construção civil?

Confira, logo abaixo, como a bioengenharia de solos e suas técnicas podem se aliar à construção civil de diferentes maneiras.

Contribui para a estabilidade dos solos

Como mencionado no tópico anterior, a estabilização do solo é uma das principais funções desse conjunto de tecnologias e procedimentos. É oportuno ressaltar que, em boa parte das vezes, isso se dá por meio do arranjo de espécies vegetais e elementos de matriz orgânica em distintos modelos construtivos, visando não só funcionalidades ecológicas, mas também contribuições para um sistema de estabilização de taludes e encostas.

Nesse sentido, a bioengenharia desponta como uma poderosa aliada para obras que serão construídas em áreas afetadas por erosões, próximas a rios e lagos e/ou profundamente afetadas pela má conservação do solo.

Reduz o custo dos projetos

Como prioriza as interações ambientais, o uso de matéria-prima de origem, predominantemente, vegetal junto ao concreto acaba minimizando a artificialidade das intervenções e reduzindo o custo dos projetos.

“A principal vantagem da bioengenharia é a rapidez na execução da obra com custos menores do que os apresentados pela engenharia tradicional. Isso porque é capaz de tornar a área totalmente vegetada sem abrir mão da segurança dos serviços em suas técnicas”, justifica Paula. Alguns dos procedimentos que podem baratear bastante uma obra são:

  • grade viva;
  • hidro-semeadura;
  • canaleta verde;
  • calha em madeiras e pedras com vegetação;
  • paliçada de madeira com vegetação herbácea;
  • retentores de sedimentos;
  • vetiver / barreiras vivas;
  • barreiras de contenção de sedimentos.

Projetos executados com uma ou mais técnicas desse tipo podem manter uma área verde sem oferecer riscos. Além disso, de acordo com a especialista, eles são “33% mais baratos, em média, que recursos tradicionais da engenharia”.

Deixa o projeto mais sustentável

A sustentabilidade na construção civil é um tema cada vez mais discutido no setor. Sua aplicabilidade nas três dimensões de uma obra — ambiental, econômica e sociocultural — deve se estender desde o planejamento até o período que sucede a sua finalização. Como demonstrado durante o texto, a bioengenharia concentra uma grande potencialidade para reduzir os impactos ecossistêmicos de uma construção.

Evidentemente, por mais que os engenheiros responsáveis e supervisores estejam comprometidos com a questão da sustentabilidade e com as técnicas a ela relacionadas, é preciso que haja também um interesse dos gestores das empresas que estão por trás do projeto.

“É sempre possível limitar a movimentação de terra reduzindo escavação e a disposição de solo, o que minimiza os impactos causados ao meio ambiente”, justifica Paula.

Além dessas práticas, é possível recorrer a várias técnicas recomendas para deixar a construção civil sustentável. Algumas delas, inclusive, são recomendadas pelo próprio Ministério do Meio Ambiente, como:

  • reduzir demolições;
  • priorizar soluções que usam energia renovável;
  • controlar o uso de água;
  • evitar, sempre que possível, materiais com alto impacto ambiental;
  • diminuir os resíduos da construção e descartá-los de maneira adequada.

A redução do desperdício total precisa ser uma prioridade de quem acompanha a obra. Além disso, não se deve esquecer da avaliação dos fornecedores, bem como o comprometimento deles com a sustentabilidade, e da atenção à segurança dos colaboradores.

Como a Belgo Bekaert Arames pode ajudar nesse processo?

“O uso de arames e telas metálicas são muito comuns na bioengenharia”, explica Paula, “principalmente em trabalhos com contenções, proteção de cursos d’água, canaletas metálicas, fibras vegetais e plantas. Além de ser uma solução estrutural, esses produtos mantêm as áreas com vegetação e garantem uma solução para toda a estrutura”, conclui.

Sendo assim, vale a pena contar com o suporte de uma empresa como a Belgo Bekaert Arames, que é especializada na fabricação de arames, líder no mercado brasileiro e conta com uma bagagem de mais de 20 anos de história.

Enfim, é fato que a bioengenharia de solos ganha uma relevância cada vez maior na construção civil. Isso não é à toa, pois ela pode contribuir de inúmeras maneiras com a eficiência dos projetos.

Se você gostou do texto, aproveite para entender como a Deflor tem atuado e desenvolvido a Bioengenharia no Brasil!

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