O que é mastite bovina e como ela impacta na produtividade do pecuarista?

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o que é mastite bovina

A produção pecuária é repleta de desafios, você não acha? Afinal, há uma série de fatores que exigem bastante atenção por parte de quem empreende no setor, — a exemplo das doenças que podem afetar os animais. Nesse contexto, você sabe o que é mastite bovina e como ela impacta a atividade?

Confira, a seguir, as principais causas e sintomas dessa patologia, fique por dentro dos riscos que ela oferece para a produtividade e conheça as formas de prevenção!

O que é mastite bovina?

De acordo com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), ela é uma das enfermidades mais comuns em rebanhos. Uma das consequências é que ela compromete a produção leiteira.

Na prática, a doença gera uma inflamação na glândula mamária — a vaca infectada pode deixar de produzir até três litros de leite por dia. Dito isso, é preciso saber que a mastite bovina pode ser classificada de três formas:

  • clínica;
  • subclínica;
  • crônica.

A primeira delas é caracterizada por reunir evidências claras, cujo diagnóstico tende a ser rápido. Os sintomas inflamatórios ficam evidentes e a secreção do leite é alterada, tanto na quantidade quanto no aspecto.

As subclínicas são ameaças que exigem grande cuidado, pois não têm sinais visíveis a olho nu. Sendo assim, alguns produtores demoram a percebê-las e procurar ajuda especializada, o que pode trazer complicações.

Além disso, essa condição é o tipo que aparece com maior frequência. Isso porque ela diminui a produção leiteira em até 45% e é responsável por algo em torno de 70% das perdas causadas por mastite, conforme dados levantados pela Embrapa.

A crônica, por sua vez, é uma mastite subclínica que persiste ao longo do tempo. Ela pode alternar sua manifestação com a forma clínica da doença, sendo bastante perigosa. Por conta da fibrose tecidual, ela pode levar à perda de função do quarto mamário e transformar esses animais em fontes de contaminação.

Quais são as causas e sintomas?

Compreender os sintomas e as causas é fundamental para quem trabalha com a pecuária. Em casos de mastite clínica, há como notar alterações no leite (coágulos ou pus), bem como sinais de vermelhidão e inchaços na glândula mamária. Outros indícios nítidos são a falta de apetite e a febre do animal.

Como mencionado, a subclínica é quase impossível de identificar apenas com uma avaliação visual. Ainda assim, o animal pode ser diagnosticado por meio da contagem de células somáticas (CCS) — procedimento veterinário que analisa a quantidade das células de defesa no organismo. Se os números estiverem elevados, a mastite é uma possibilidade.

As causas dependem de vários motivos: a doença pode ser transmitida durante a ordenha da vaca, seja pela máquina contaminada ou por uma manipulação incorreta feita pelos trabalhadores. Além disso, ela é comumente originada durantes os períodos de seca, por micro-organismos que vivem no ambiente.

Quais riscos ela traz para a produtividade pecuária?

Além de produzir um leite de baixa qualidade, uma fazenda tomada pela mastite bovina corre sérios riscos de ver seu desempenho despencar. Por isso, levando em conta que a produção pode cair até 45%, se essa for a única atividade realizada em sua propriedade, saiba que tal porcentagem certamente atingirá sua margem de lucro.

Considerando o fato de a doença ser contagiosa, os cuidados preventivos se fazem ainda mais necessários. Nesse caso, se perder um animal em virtude do problema pode não parecer tão prejudicial, imagine ter todo o rebanho contaminado.

Se as recomendações de produção leiteira forem ignoradas ou feitas de maneira inadequada, o consumidor também será afetado, tendo em vista que sua saúde ficará exposta a perigos químicos consideráveis. E não é isso que você quer, certo? Portanto, todas as precauções são bem-vindas.

Como prevenir?

Agora que você já sabe o que é mastite bovina, quais são suas principais manifestações e causas, é hora de entender como preveni-la. Em primeiro lugar, é preciso levar em conta que as boas práticas de manejo bovino são fundamentais para prevenir quaisquer doenças e evitar a contaminação do rebanho. Outras medidas úteis são:

  • realizar, constantemente, testes clínicos com o apoio de especialistas;
  • desinfectar as telas antes de ordenhar;
  • fazer tratamento de secagem;
  • manter a higiene das instalações em dia;
  • fazer com que as vacas fiquem de pé por um tempo depois de ordenhadas;
  • deixar os animais hidratados;
  • ter boa ventilação nas estruturas;
  • secar os equipamentos e mantê-los higienizados de acordo com instruções dos fabricantes.

A ordenha também precisa ser alterada: vacas saudáveis recebem prioridade. Em seguida, vêm as que têm a variação subclínica. As afetadas pela mastite clínica devem ser as últimas.

Além disso, a alimentação e os cuidados com a pastagem também merecem total atenção. Afinal, os animais criados com bons hábitos de nutrição são mais resistentes a fungos, bactérias e patógenos infecciosos.

Qual o tratamento da mastite bovina?

Assim que uma vaca for diagnosticada, é preciso usar técnicas de manejo para evitar que as demais também sejam vítimas da doença. Na maioria dos casos, realiza-se tratamentos com antibióticos ou antimicrobianos via intramamária, conduzidos por profissionais de medicina veterinária.

Porém, tudo depende do micro-organismo causador, já que o tratamento varia se a mastite for clínica, subclínica ou crônica. De qualquer modo, a prevenção dá resultados melhores em diferentes sentidos — do ponto de vista econômico, inclusive.

Lembre-se de que aplicar remédios de forma irregular pode agravar o problema em vez de resolvê-lo. Sendo assim, não execute o processo se você não tiver a experiência e/ou o conhecimento técnico necessário.

Afinal, você não quer colocar a produtividade em risco, certo? Vale ressaltar que os cuidados preventivos também são a única saída para assegurar a qualidade do leite.

Portanto, agora que você já sabe o que é mastite bovina, comece a trabalhar com as ações de prevenção, contando com a ajuda especializada de veterinários. Assim, você receberá um diagnóstico preciso e a produtividade do negócio não será prejudicado!

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